Apresentação de uma autora desesperada. Seja bem-vinda(o)!

Você já foi aquela criança que preferia viver imersa nas suas brincadeiras de faz de conta? Pra quê escolher a realidade quando se podia tornar uma super-heroína, uma detetive misteriosa ou uma princesa domadora de dragões? Essa foi a minha infância, graças ao contato com o mundo lúdico das animações e livros.  Graças ao passado de uma criança do interior, em que ainda não existia cinema, o momento em que podia entrar em contato com uma tela, grande ou pequena, era um acontecimento. Momento sagrado. Um tempo em que tudo parecia possível, instantes em que me deliciava com uma salada de sentimentos a cada frame, música de abertura, cena e plot twist. Nada se comparava com os momentos em que eu assistia um desenho.  E foi essa paixão que me motivou desde pequena.

Primeiramente, eu amava desenhar desde pequenininha, sentia a necessidade de criar personagens (ou ao menos tentava né) tão incríveis quanto os que eu assistia. Isso é uma paixão que ainda cultivo e me planejo para me aprimorar cada vez mais. E aos 10 anos,  coloquei na minha cabeça que seria atriz. Afinal, com essa carreira eu poderia viver interpretando personagens e vivenciar essas aventuras incríveis e coloridas. Porém, a vida me levou para outros caminhos, um deles intitulado como uma jornada de amadurecimento e colorida , a famosa “FACULDADE”.  É meus amigos, um período paradoxal em que a gente vive momentos de novas experiências, autodescobertas e liberdade, ao mesmo tempo que nos sentimos pressionados 24 horas por dia em se tornar um adulto de sucesso.

Qual curso escolhi? Design gráfico. Lá eu conheci melhor as etapas de produção e o universo lindo da animação. Foi um período um tanto conturbado, admito. Nunca foi fácil para mim viver numa cidade imensa e longe dos meus pais e irmãos. Pensava em largar tudo para voltar ao minha casinha aconchegante do interior. Mas eu sempre soube que lá jamais teria espaço para trabalhar com as coisas que gosto. Com esse pensamento, juntei minhas forças e cheguei a me formar. Trabalho como designer? Não. Publicidade nunca me encheu os olhos, mas uma etapa da animação sim: pré-produção, mais especificamente roteiro e concept art. O mar da esperança e possibilidades se abriram, finalmente pensei: “nossa, é isso que posso fazer!”. Juntando as peças por todos meus anos, criar mundos e personagens são exatamente o que eu pensava em fazer, só não tinha certeza de como seria a fórmula.  Contar histórias que emocionem os outros se tornou o meu sonho.

Como estou atualmente? Em meio a estudo roteiro e pintura digital, vivo em conflito constante de desmotivação e medo do fracasso. Tenho receio até de ir em alguma produtora e me apresentar. A pergunta “sou boa o suficiente?” é presente, e isso não é nem um pouco saudável.

Por que estou aqui? Para sair da zona de conforto e criar minha coragem para expor o que penso e minhas ideias.  Quem sabe, também encontre pessoas que passam por situações parecidas e possa ajudar e aprender com elas. Assim como encaro este espaço como uma oportunidade para colocar meus estudos e habilidades à prova. 

Bem, se você chegou até aqui, espero que tenha gostado ou ao menos interessado em acompanhar os próximos passos desse baby blog. Aqui será um espaço para contar minhas opiniões de obras audiovisuais, e também desabafar com quem puder ouvir.  Se você quer participar dessa nova jornada minha, se sinta muito bem-vinda(o) com essa imagem fofa e cheia de energia positiva da Rapunzel, a princesa que uso como meu mascote astral. E um grande beijo pra você!  

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